Painel com gestor analisando chamados técnicos em operação predial

Gerenciar chamados técnicos em empresas grandes nunca foi tarefa simples. Vi isso de perto ao acompanhar operações de manutenção predial e industrial. Conforme os fluxos crescem, bastam alguns deslizes no controle para o caos se instalar: chamados esquecidos, esperas longas e riscos aumentando sem avisar. Por isso, decidi estruturar e compartilhar um checklist claro, prático e direto, para que você possa fortalecer sua rotina de gestão técnica de chamados, inspirado em experiências que acompanhei, inclusive em empresas como a Engemon Op Services, referência em processos estruturados de manutenção técnica.

Por que um checklist faz diferença?

Já percebi que, quando falamos de ambientes complexos, ter processos claros evita dúvidas, desperdícios de tempo e gargalos. O checklist é uma ferramenta que tira o peso das memórias e centraliza padrões que podem ser melhorados continuamente. Empresas que lidam com ativos essenciais, como instalações elétricas, sistemas de ar-condicionado e automação predial, contam com protocolos rigorosos. O checklist é a base para garantir previsibilidade, segurança e agilidade nestes ambientes.

Entendendo o ciclo dos chamados técnicos

Antes de montar um checklist, vejo que faz sentido revisar as etapas comuns do ciclo de chamados técnicos em empresas grandes:

  1. Registro do chamado: feito por algum usuário ou equipe interna, detalhando o problema.
  2. Classificação: análise do tipo, urgência e prioridade.
  3. Encaminhamento: direcionamento para equipes técnicas adequadas.
  4. Execução: solução ou intervenção, de acordo com protocolos definidos.
  5. Finalização e feedback: encerramento do chamado, registro de informações e possível pesquisa de satisfação.
  6. Análise posterior: revisão de indicadores e pontos de melhoria.

Essas etapas não variam muito, seja em instalações industriais, ambientes hospitalares ou data centers – cenário comum de atuação da Engemon Op Services.

Equipe de manutenção predial conferindo lista de tarefas em tablet

O checklist básico: ponto a ponto

Reuni aquilo que, no meu acompanhamento diário, vejo ser realmente necessário para manter a gestão sob controle. Seguem os pontos principais:

1. Coleta e registro de informações detalhadas

O início de tudo é garantir que o chamado não nasce vago. Sempre oriento que a equipe registre sintomas, local, horário, impacto e contato responsável. Com dados completos, toda a cadeia ganha tempo e reduz ruído de comunicação.

  • Solicitar detalhamento do problema (ex: cheiro de queimado, falha na automação, equipamento parado).
  • Pedir fotos ou vídeos que ilustrem o defeito.
  • Anotar localização exata, data e horário da ocorrência.
  • Identificar o impacto do chamado (parada? risco de acidentes?).
  • Registrar contato de referência para retorno.

2. Definição clara de categorias e prioridades

Em empresas grandes, separar chamados por sistemas facilita triagem. Vi muita perda de tempo por falta de padronização. Recomendo:

  • Categorias por especialidade: elétrico, hidráulico, climatização, civil, automação, etc.
  • Peso de prioridade: crítico, alto, médio, baixo.
  • Política para casos urgentes com impacto em áreas críticas, como data centers ou hospitais.

3. Encaminhamento e tempo de resposta

O chamado precisa chegar na equipe certa sem rodeios. Não raro vejo retrabalho pela falta desse filtro inicial.

  • Automatizar encaminhamentos por categoria, se possível.
  • Usar protocolos padronizados para triagem com base em SLAs preestabelecidos – prática usada na Engemon Op Services.
  • Definir escalonamento automático para chamados sem resposta além do tempo estipulado.
Dashboard digital de monitoramento de chamados técnicos com gráficos

4. Registro detalhado das ações executadas

Oriento manter registros claros do que foi realizado em cada chamado. Isso serve tanto para rastreabilidade quanto para análise futura:

  • Descrição do diagnóstico e das ações corretivas/preventivas adotadas.
  • Materiais usados e recursos consumidos.
  • Nome e identificação dos técnicos envolvidos.
  • Eventuais recomendações para evitar reincidências.

5. Fechamento, validação e comunicação de solução

Fecho sempre com a recomendação de que o solicitante seja comunicado de forma transparente sobre a solução e prazo. Isso reduz ruídos e aumenta a confiança no processo.

  • Validação do solicitante sobre o atendimento.
  • Documentação do fechamento do chamado e motivo.
  • Opcional: pesquisa rápida de satisfação ou espaço para feedback.

O que não pode faltar na revisão contínua?

Depois do fluxo implantado, a manutenção do processo exige acompanhamento dos indicadores:

  • Média do tempo de atendimento e resolução.
  • Número de reincidências por ativo ou sistema.
  • Nível de disponibilidade dos serviços prediais e impactos negativos registrados.
  • Aderência aos SLAs contratados e acordados.

Costumo dizer que, quando há uma gestão ativa baseada em dados como essas, fica muito mais simples apresentar resultados para qualquer diretoria.

Como engajar o time de campo na rotina do checklist?

Vejo ainda empresas com tecnologias modernas enfrentando desafios por não incluírem o time de campo de verdade no processo. Não basta automatizar: o checklist precisa ser parte do dia a dia, algo vivo.

Cito algumas práticas que estimularam o engajamento em operações como as que acompanho:

  • Treinamentos rápidos e práticos sobre o uso do checklist e sistemas de chamados.
  • Reuniões periódicas para ouvir feedback dos técnicos e ajustar fluxos.
  • Reconhecimento por boas práticas e soluções criativas documentadas nos chamados.
Checklist só funciona se o time comprar a ideia.

Como a tecnologia reforça a gestão?

Depois que vivi a transição dos cadernos para sistemas digitais, ficou claro: há um ganho enorme em produtividade, rastreabilidade e segurança, principalmente com recursos como:

  • Aplicativos móveis de registro e acompanhamento dos chamados, que funcionam online e offline.
  • Dashboards em tempo real para visualização de gargalos, pendências e desempenho.
  • Integração com sistemas de inventário, manutenção preventiva e gestão de ativos.
  • Alertas automáticos por e-mail ou aplicativos para chamados críticos ou expiração de SLAs.

Mas nada disso funciona se o processo do checklist não estiver consolidado antes. Vejo na Engemon Op Services um exemplo de uso da tecnologia em favor de processos bem definidos e de respeito absoluto aos SLAs dos clientes.

Conclusão: checklist é o alicerce do controle

Em minha experiência, a gestão de chamados técnicos é o termômetro da maturidade operacional de empresas grandes. O checklist básico que apresentei é o primeiro passo para profissionalizar essa rotina, tornando operações mais seguras, previsíveis e livres de surpresas desagradáveis.

Se você quer conversar sobre como implementar ou melhorar sua gestão técnica, convido a conhecer mais sobre as soluções de operação e manutenção da Engemon Op Services. Segurança e continuidade operacionais começam com pequenos hábitos – e um bom checklist é o principal deles.

Perguntas frequentes sobre gestão de chamados técnicos

O que é gestão de chamados técnicos?

Gestão de chamados técnicos é o conjunto de procedimentos para registrar, classificar, tratar e monitorar solicitações de manutenção, reparos ou falhas em sistemas e equipamentos de uma empresa. Serve para garantir que problemas sejam solucionados no menor tempo possível, com rastreabilidade e transparência.

Como organizar chamados em grandes empresas?

Em grandes empresas, os chamados são organizados usando sistemas informatizados, com categorização por especialidade (elétrica, hidráulica, ar-condicionado etc.), definição de prioridades e SLAs claros. A padronização das etapas, como registro detalhado e encaminhamento automático, torna o processo mais fluido e fácil de acompanhar.

Quais são os principais erros na gestão?

Costumo ver como principais erros: registros incompletos, demora para responder chamados críticos, encaminhamento equivocado de problemas, falta de controle de indicadores de desempenho e baixa comunicação entre equipe técnica e solicitantes.

Como priorizar chamados mais urgentes?

A priorização deve considerar impacto no negócio, risco à segurança e indisponibilidade de sistemas essenciais. Uso de uma matriz com níveis (crítico, alto, médio, baixo) e protocolos automáticos ajuda a garantir que os chamados urgentes recebam atenção imediata.

Quais ferramentas ajudam a controlar chamados?

Ferramentas digitais específicas para gestão de chamados, aplicativos móveis, painéis de BI com dados em tempo real e integração com sistemas de manutenção são recursos que fortalecem o controle. O mais relevante é que a ferramenta esteja alinhada ao processo estruturado do checklist, como ocorre nos projetos da Engemon Op Services.

Compartilhe este artigo

Posts Recomendados