Engenheiro analisando painel com indicadores de manutenção em planta industrial moderna

Medir o desempenho da manutenção predial e industrial nunca foi uma tarefa fácil. Muitas empresas enxergam a manutenção apenas como um centro de custos, mas, na minha experiência, esse é um erro que pode custar caro. Quanto mais quantificamos os resultados, mais justificamos investimentos e decisões. Hoje, quero mostrar como o uso correto de indicadores pode transformar resultados, trazer clareza e favorecer ambientes mais seguros e produtivos. A Engemon Op Services, especialista em gestão de manutenção com DNA de engenharia, utiliza esses indicadores justamente para aprimorar processos e entregar valor real aos clientes.

Por que medir faz diferença?

No início da minha trajetória, vi de perto operações que ignoravam números e relatórios. A diferença se refletia em longos períodos de indisponibilidade, situações inesperadas e alto risco operacional. Com o tempo, ficou evidente que não se pode melhorar o que não se mede. O controle por indicadores revela tendências, aponta gargalos e torna decisões mais assertivas.

O que não é medido não pode ser gerenciado.

Na Engemon Op Services, vivencio isso no dia a dia: sistemas elétricos, hidráulicos e de ar-condicionado monitorados por indicadores claros proporcionam previsibilidade, reduzindo paradas não planejadas e incidentes graves.

O que são indicadores de manutenção?

De forma simples, indicadores de manutenção são métricas numéricas ou percentuais que traduzem a performance dos processos de manutenção. Eles ajudam a responder perguntas como:

  • O plano de manutenção preventiva está funcionando?
  • Quais ativos apresentam maior índice de falha?
  • A equipe de manutenção responde rapidamente aos chamados?
  • O tempo de parada dos equipamentos está dentro do esperado?

Esses indicadores orientam ações corretivas, preventivas e estratégicas na operação.

Principais indicadores para medir resultados

Quando comecei a construir minhas primeiras rotinas de medição, eu não sabia por onde começar. Com o tempo, fui priorizando, refinando e chegando nos indicadores que realmente fazem diferença. Os mais usados são:

  1. MTBF (Tempo Médio Entre Falhas) – Mostra o tempo médio em que um equipamento opera corretamente entre uma falha e outra. Quanto maior, melhor.
  2. MTTR (Tempo Médio para Reparo) – Mede o tempo médio que a equipe leva para reparar um equipamento quando há falha. Quanto menor, melhor.
  3. Taxa de disponibilidade – Percentual do tempo em que o ativo fica disponível para o uso. Alta disponibilidade é um ótimo sinal.
  4. Backlog de manutenção – Volume de atividades programadas, mas ainda não executadas. Serve como alerta para sobrecarga.
  5. Índice de manutenção corretiva x preventiva – Indica o equilíbrio entre atividades planejadas e ações reativas, um termômetro sobre maturidade da gestão.
  6. Tempo de resposta aos chamados – Mede a agilidade entre o recebimento e a execução do chamado, revelando se o SLA está sendo cumprido.
Dashboard mostrando indicadores de manutenção em gráficos coloridos

Esses são pontos de partida. Cada operação precisa adaptar e incluir indicadores próprios, alinhados aos objetivos de negócio. Em trabalhos com a Engemon Op Services, sempre procuro relacionar métricas de manutenção aos resultados maiores da empresa, como custo operacional, satisfação dos usuários do prédio e mitigação de riscos.

Como definir os melhores indicadores?

Aprendi que não adianta criar dezenas de métricas difíceis de monitorar. O excesso de números sem contexto gera mais poluição do que clareza. Para acertar na escolha, costumo seguir alguns passos:

  • Mapear os ativos críticos da operação
  • Compreender quais falhas impactam o negócio e a operação
  • Estabelecer o nível de serviço desejado (SLA)
  • Priorizar indicadores que refletem disponibilidade, custo e segurança
  • Padronizar a coleta e a apresentação dos dados

Indicador bom é aquele fácil de coletar, entender e que gera ação.

Na Engemon Op Services, sempre vejo equipes alinhando indicadores às necessidades do cliente. Cada ambiente corporativo ou industrial tem sua própria “dor” e, por isso, recebe um pacote de indicadores sob medida.

Indicadores na prática: como medir e agir

Se vai medir, precisa agir. De nada adianta exibir relatórios bonitos em reuniões se não houver mudanças práticas. Durante muitos projetos, vi empresas gastando tempo em dashboards e apresentações sem que nada mudasse no chão de fábrica. A diferença está em usar essas informações como base para decisões.

  • Planejamento de manutenção preventiva: Ao monitorar o MTBF e taxa de corretivas, posso ajustar o calendário de inspeções ou substituir componentes antes que algo grave aconteça.
  • Gestão de equipes: O tempo de resposta e de reparo aponta gargalos de recursos ou necessidade de treinamento.
  • Redução de custos: Um índice alto de corretivas normalmente revela manutenção mal planejada, arrastando custos com horas extras e peças emergenciais.
  • Gestão de riscos: Indicadores de backlog e disponibilidade enxergam problemas antes que virem crises.
Equipe de manutenção trabalhando em equipamentos prediais
Cada indicador precisa ser seguido de um plano de ação bem definido.

Erros comuns na medição de indicadores

A experiência me mostrou que alguns deslizes são comuns:

  • Monitorar muitos indicadores e agir em poucos
  • Registrar informação sem padronização, tornando os dados pouco confiáveis
  • Analisar somente números absolutos, sem olhar tendências ou proporções
  • Desconsiderar o feedback da equipe de campo, que vive os desafios todos os dias

Na Engemon Op Services, percebo que uma cultura de melhoria contínua se fortalece quando todos entendem a importância dos indicadores e sabem como usá-los no dia a dia. Isso faz diferença no resultado.

Boas práticas para criar uma rotina eficiente de indicadores

Depois de tantos projetos e aprendizados, compartilho as práticas que recomendo para construir uma rotina duradoura:

  • Defina poucos, mas bons indicadores alinhados ao sucesso da operação
  • Automatize a coleta de dados sempre que possível, evitando planilhas manuais
  • Treine a equipe para interpretar e agir sobre os resultados
  • Faça reuniões periódicas para avaliar planos de ação e revisar indicadores
  • Revise anualmente os indicadores e ajuste conforme a evolução do negócio

A chave está na disciplina e na disposição para mudar o caminho ao identificar oportunidades.

Conclusão

Historicamente, vejo empresas que amadurecem a gestão de manutenção através dos indicadores tornando-se mais preparadas, ágeis e seguras. Medir, comparar, analisar e agir: esse é o ciclo que transforma manutenção de centro de custo para peça estratégica do negócio. Se você busca elevar o padrão do seu prédio ou indústria, incorporar esses indicadores na rotina, como faz a Engemon Op Services, é o melhor caminho.

Quer receber uma avaliação personalizada para a sua operação e entender como indicadores podem transformar seus resultados? Conheça a Engemon Op Services e dê o primeiro passo para uma gestão baseada em dados e resultados reais.

Perguntas frequentes sobre indicadores de manutenção

O que são indicadores de manutenção?

Indicadores de manutenção são métricas ou índices numéricos que mostram o desempenho das ações de manutenção, permitindo analisar se as atividades estão dentro do esperado e onde é preciso melhorar. Eles são importantes para direcionar estratégias, gerenciar riscos e tornar a operação mais previsível.

Quais os principais indicadores de eficiência?

Os mais conhecidos e aplicados são MTBF (tempo médio entre falhas), MTTR (tempo médio para reparo), taxa de disponibilidade, backlog de manutenção, índice corretiva x preventiva e tempo de resposta aos chamados. O ideal é escolher indicadores próximos da realidade do seu negócio.

Como usar indicadores na manutenção?

Recomendo usar indicadores a partir de três passos: 1) escolha aqueles que fazem sentido para seu objetivo, 2) colete dados de forma padronizada e automatizada, e 3) transforme os resultados em planos de ação concretos. Assim, cada indicador passa a guiar decisões diárias e projetos de melhoria.

Por que medir a eficiência na manutenção?

Medir permite identificar pontos de melhoria, justificar investimentos, reduzir custos desnecessários, evitar falhas inesperadas e melhorar a segurança das pessoas e ativos. O acompanhamento contínuo promove cultura de responsabilidade e evolução constante.

Onde encontrar exemplos de indicadores eficazes?

Você pode conhecer exemplos práticos de indicadores usados em operações prediais e industriais em empresas como a Engemon Op Services, que compartilha cases e metodologias de sucesso em seus canais de comunicação e consultorias técnicas.

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